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Frigorífico será reaberto com investimentos de R$ 10 milhões em Juruena

(Last Updated On: 04/01/2018)

Mais uma planta frigorífica será reaberta em Mato Grosso. Seguindo a diretriz de gerar oportunidades, o Governo do Estado tem trabalhado para criar políticas de incentivos para o desenvolvimento da economia e a valorização da carne bovina e suína mato-grossense. Com esse objetivo, o governador em exercício Carlos Fávaro recebeu, nesta quarta-feira (03), o presidente e o diretor operacional do grupo Frigol, Luciano Pascom, quarto principal frigorífico do país, que acabou de arrendar a planta frigorifica do município de Juruena (896 km de Cuiabá), da família Durli.

A planta empregará, de imediato, 450 trabalhadores da região e receberá investimentos, nesse primeiro momento, da ordem de R$ 10 milhões. O presidente do Frigol comentou que a expectativa é que a planta em Juruena comece a operar no dia 19 de fevereiro. Mato Grosso será o quarto estado que o grupo terá unidade.

“Nós já tínhamos interesse em arrendar, estava em processo de conversação com a JBS no ano passado. A expectativa é que sejam abatidas 15 a 18 mil cabeças por mês quando a planta estiver em operação”, comentou Pascom. O grupo tem unidades em São Paulo (Lençóis Paulista), Pará (São Félix do Xingu e Água Azul do Norte), Goiás (Cachoeira Alta) e, agora, Mato Grosso (Juruena).

O governador em exercício lembrou a crise que o setor pecuarista vivenciou em 2017, começando com a Operação Carne Fraca, que tinha como finalidade combater a corrupção, porém, afetou a imagem do setor questionando a qualidade da carne brasileira. “Isso é inquestionável. Para se ter uma ideia, a Vigilância Sanitária do nosso país tem 102 anos de atuação”, disse Fávaro. Segundo ele, para ajudar o setor a atravessar as crises, como medida emergencial, o Governo do Estado alterou, de forma momentânea, a alíquota da cobrança do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) para a transferência de gado em pé de Mato Grosso para outros estados. A redução foi de 7% para 2,5%.

Serão gerados de forma imediata 450 empregos diretos, podendo em seis meses alcançar 600 postos de trabalhos, destaca o diretor operacional Orlando Negrão. “Já foram contratadas 50 pessoas que foram para o Pará para receber treinamento e mossa meta é que 90% dos trabalhadores da região ocupem as vagas”. Em 2017 a companhia faturou R$ 1,5 bilhão. Sua capacidade de exploração é de 80 mil animais por mês. Também é a segunda maior abatedora de Angus do Brasil.

O secretário de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Carlos Avalone, frisou que a Secretaria é a maior parceria desses investimentos, sendo a porta de entrada, e que além da redução para 2,5% do ICMS, entende que é possível melhorar os incentivos para a reabertura desses frigoríficos que estão fechados. A medida já foi autorizada pelo governador Pedro Taques e pelo vice Carlos Fávaro.

O presidente do Sindicato Rural de Cuiabá, Jorge Pires, destacou a importância dessas reuniões para reabertura das plantas. “É ruim ficar totalmente dependente de um grupo. Empresas que têm tradição e que são pequenas e médias encontram em Mato Grosso um mercado potencial. Então estamos satisfeitos de trazê-los aqui no governo”.

Participaram da reunião também o superintendente do Ministério da Agricultura, José Guareski, o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte, o diretor administrativo do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Gilberto Gomes da Silva.

Funcionamento

Para o funcionamento, a planta frigorífica precisa de licenças ambientais. O governador em exercício encaminhou os empresários para uma reunião com o secretário de Estado de Meio Ambiente, André Baby, para que os processos tenham agilidade. O secretário explica que o primeiro passo do empreendedor é retomar o licenciamento ambiental e a outorga do uso da água junto à Sema. “É importante destacar que a secretaria se empenhará para acompanhar o processo, oferecendo a celeridade devida que vai estar aliada à responsabilidade ambiental”.

 

Com Assessoria

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